Enfrentamento à Psicofobia

12 de abril, é o “Dia Nacional de Enfrentamento à Psicofobia”. A proposta (PLS 263/2014) estabelece o dia 12 de abril como um dia para combater o preconceito contra quem possui doença ou transtorno mental. Na verdade, a Associação Brasileira de Psiquiatria instituiu Abril o “Mês Nacional de Combate à Psicofobia” e o Senado aprovou em 2016 a criação do “Dia Nacional de Enfrentamento à Psicofobia”. A data escolhida foi o dia 12 de abril.

A data propõe para que as pessoas se conscientizem sobre as doenças mentais, tanto para que não tenham receio de procurar ajuda médica e dos Serviços de Saúde Mental como os CAPS, quanto para diminuir os estigmas sofridos com quem convive com os transtornos mentais e sofrimentos psíquicos.

Entre as dez maiores causas de afastamento do trabalho em todo o mundo, cinco são transtornos mentais, como depressão e ansiedade, de acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria. No entanto, o preconceito e a falta de informação dificultam o diagnóstico, pois as pessoas evitam procurar tratamento porque temem o estigma de doente mental.

As doenças psiquiátricas geralmente chamam a atenção das pessoas, seja por histórico na família, casos próximos, polêmicas e preconceitos envolvidos, ou ainda quando se foi diagnosticado com uma enfermidade mental. A Campanha busca sensibilizar as pessoas por essas temáticas e conscientizar que todos estamos sujeitos a ser acometidos por algum transtorno mental ou sofrimento psíquico. Precisamos nos envolver com esta Campanha da Psicofobia que trata dos direitos humanos e preconceito com relação ao sofrimento psíquico.

Os profissionais que trabalham no diagnóstico, tratamento e, em suma, para diminuir os estigmas que seus pacientes sofrem, bem como promover uma melhor qualidade de vida deles, são os médicos psiquiatras e psicólogos. O SUS disponibiliza serviços públicos para tratamento das doenças mentais através das Redes de Atenção Psicossocial. Um destes serviços são os CAPS. Hoje existem cerca de 2.300 CAPS espalhados pelo país.

Doenças psiquiátricas são mais comuns do que se imagina, mas elas não definem o que a pessoa é. Durante o “Mês Nacional de Enfrentamento à Psicofobia”, a intenção é mostrar a importância da autovalorização da pessoa que tem ou teve algum tipo de transtorno mental e reforçar que atitudes discriminatórias são inaceitáveis. Combater o preconceito e contribuir para uma sociedade mais justa é missão de todos nós.

Entendemos que diminuindo o preconceito, podemos fazer com que outras pessoas também procurem ajuda dos Serviços de Saúde Mental como os CAPS. Um diagnóstico precoce é essencial para um bom desempenho do tratamento.

Depressão: vamos conversar

Para abordar sobre esta psicopatologia tão presente na nossa sociedade hodierna e proposto pela OMS para ser tema do Dia Mundial da Saúde – 07 de abril – trazemos um texto de Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil:

A depressão tem tratamento e o primeiro passo é conversar sobre o assunto. Essa é a proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Dia Mundial da Saúde, lembrado hoje. A doença, segundo a entidade, afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia e interfere na capacidade de o paciente fazer até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia.

“No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio, segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos”, destacou a OMS. “Ainda assim, a depressão pode ser prevenida e tratada. Uma melhor compreensão sobre o que é a doença e como ela deve ser prevenida e tratada pode ajudar a reduzir o estigma associado à condição, além de levar mais pessoas a procurar ajuda”, completou a entidade.

Números em ascensão

O número de pessoas que vivem com depressão, segundo a OMS, está aumentando – 18% entre 2005 e 2015. A estimativa é que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença em todo o mundo. O órgão alertou ainda que a depressão figura como a principal causa de incapacidade laboral no planeta.

“A depressão é diferente de flutuações habituais de humor e respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou severa, ela pode se tornar um sério problema de saúde”, destacou a organização. Os dados mostram que quase 800 mil pessoas morrem anualmente em razão de suicídio.

Depressão no Brasil

De acordo com a OMS, cerca de 5,8% da população brasileira sofrem de depressão – um total de 11,5 milhões de casos. O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 5,9% da população com o transtorno e um total de 17,4 milhões de casos.

O levantamento mostra que, além do Brasil e dos Estados Unidos, países como a Ucrânia, Austrália e Estônia também registram altos índices de depressão em sua população – 6,3%, 5,9% e 5,9%, respectivamente. Entre as nações com os menores índices do transtorno estão as Ilhas Salomão (2,9%) e a Guatemala (3,7%). A prevalência na população mundial, segundo a OMS, é 4,4%.

Falhas no acesso ao tratamento

A organização também alertou que, apesar da existência de tratamentos efetivos para a depressão, menos da metade das pessoas afetadas no mundo – e, em alguns países, menos de 10% dos casos – recebe ajuda médica. As barreiras incluem falta de recursos, falta de profissionais capacitados e o estigma social associado a transtornos mentais, além de falhas no diagnóstico.

“O fardo da depressão e de outras condições envolvendo a saúde mental está em ascensão em todo o mundo”, concluiu a OMS, ao cobrar uma resposta compreensiva e coordenada para as desordens mentais por parte de todos os países-membros.

Saúde Mental no Brasil

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Um relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde analisou como anda a saúde mental no globo. O  relatório com dados alarmantes sobre a depressão e ansiedade aponta  ainda resultados preocupantes  sobre a saúde mental no Brasil.

Para se inteirar das estimativas da saúde mental no mundo e no país, confira o artigo escrito por Ana Luísa Moraes  no mês passado para a coluna SAÚDE da revista Abril que transcrevemos aqui:

Nos últimos dez anos, o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% — hoje, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. Os dados vieram à tona em um relatório recente realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para piorar, os brasileiros estão levando esses índices para o alto. No nosso país, 5,8% dos habitantes sofrem com a desordem, a maior taxa do continente latino-americano. A faixa etária mais afetada varia entre 55 e 74 anos.

“Apesar de a depressão atingir sujeitos de todas as idades, o risco se torna maior na presença de pobreza, desemprego, morte de um ente querido, ruptura de relacionamento, doenças e uso de álcool e de drogas”, atesta o relatório.

O Brasil também é campeão mundial no índice de ansiedade: 9,3% da população manifesta o quadro. Essa disfunção engloba várias outras, como ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias e estresse pós-traumático.

O sexo feminino é o que mais sente as consequências — 7,7% das mulheres são ansiosas e 5,1% são depressivas. Quando se trata dos homens, a porcentagem cai para 3,6% em ambos os casos.

O documento ainda mostra uma possível causa para a taxa elevada de problemas mentais que o mundo presencia atualmente: “Esse crescimento é sentido principalmente em países com menor renda, porque a população está aumentando e mais gente está vivendo até a idade em que depressão e ansiedade são mais comuns”.

Os Cafuçus do CAPS 2017

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O desfile do Bloco CAPSÇUS: os Cafuçus do CAPS aconteceu nesta manhã de quarta-feira, dia 22/02 com muito frevo.  A concentração foi na frente do CAPS com animação da banda de frevo da filarmônica. Em seguida percorremos as principais ruas do bairro Várzea Redonda.

O tema este ano foi: “Deixe sua Máscara Cair”. Deixe cair a máscara da inveja, preconceito, falsidade, mentira, etc.  E seja mais feliz.

Agradecemos a presença da Secretária de Saúde, Alessandra Regina; Secretária de Assistência Social, Tanniery Lêla; dos profissionais do CREAS e familiares.

Confira mais fotos na nossa página do Facebook.

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Máscaras Sociais: é tudo pose?

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Um dos melhores lugares para se observar a diversidade entre comportamentos e personalidades é numa festa. Se for uma festa particular, onde você já conhece as pessoas de outras situações, ainda melhor.

Sobre as diversas personalidades e comportamentos, existem máscaras sociais de todo tipo e forma. É nossa prerrogativa e, de certa forma, nosso fardo. A todos nós cabe o uso ocasional de máscaras sociais, o que não equivale dizer que haja falsidade, pose ou medo nisto.

A máscara social é a persona. Aquele verniz, aquela casca por cima do conteúdo, que, diga-se, é repleto de camadas, muitas das quais indecifráveis, intransponíveis, imperceptíveis. A casca que vestimos, o verniz que pincelamos, quando em contato com outros de nossa espécie, e quando em contato com grupos de outros de nossa espécie. É quase tão natural quanto respirar, e cabe a nós nos educar (nos conhecer) e determinar – ainda que não, conscientemente – a espessura desta casca, e o quanto ela deixará transparecer o conteúdo que a habita.

Se, no meio de uma festa, você pensar em olhar em volta, e para si, para observar a dinâmica do lugar, verá os múltiplos tipos de máscaras sociais que podem ser vestidas. Verá os enturmados, os reservados, os deslocados, os desconfiados, os carentes de atenção, os invisíveis, os curiosos, os naturais, os cínicos, os invejosos e uma infinidade de outros tipos, ou combinações de tipos, que podemos assumir quando em convívio social.

Tão curiosa essa reação natural do ser humano em situações de interação em grupos, e a grande diferença que existe, em muitos casos, entre o diálogo, por curto que seja, de um encontro um-a-um e o diálogo – ou falta de – no encontro pessoa a grupo. O número maior de pessoas no ambiente pode aquecer, intimidar, acender, dependendo do verniz escolhido por cada um, para a ocasião. Como se diante do espelho, vestíssemos, sem saber, a calça, a blusa, o sapato e a máscara. E só então saíssemos pela porta, rumo à festa.

Algumas pessoas, não se poderá sequer reconhecer. De outras, se verá o melhor e o pior. Outras serão hesitantes, ou familiares, ou refrescantes. Outras seremos nós, com a velha face que reconhecemos diante do reflexo, mas com um toque de multidão. E só Deus sabe o que ele poderá nos causar.

Precisamente e, preciosamente, ensinou Quintana. Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente impede de ver as pessoas.

Bia Helena

Deixe sua Máscara Cair

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Neste ano de 2017, o CAPS I de Sumé vai sair pela terceira vez com o Bloco CAPSÇUS: os cafuçus do CAPS  com a temática “Deixe sua Máscara Cair”.

Para refletir um pouco sobre este tema tão importante na nossa sociedade trazemos um texto de Antonio Norton:

Máscaras… Todos nós usamos máscaras. Todos nós construimos imagens sociais para nos adaptarmos a determinados ambientes sociais, para responder à expectativa de certas pessoas. O perigo de usarmos máscaras é o de nos perdermos no mundo da desejabilidade social e do facilitismo das expectativas que criamos nos outros. O perigo é o de o nosso eu ficar totalmente difuso entre todos os outros que vão aparecendo na nossa vida.

Esta temática das máscaras é muito interessante, porque remete para outra questão… Desde de quando usamos máscaras? Desde quando tivemos de construir determinados eus para sermos aceites pelo outro? Provavelmente fomos construindo eus desde que nascemos… Mas então onde nos encontramos? Será que temos uma real identidade para além de todas estas máscaras com que alegremente nos vamos enfeitando todos os dias? Se tirarmos todas as máscaras, todas as construções que fizemos de nós próprios ao longo da nossa vida o que é que resta? E será que resta alguma coisa? Será que nos deparamos humildemente com o vazio de que falam as tradições contemplativas orientais? E como seria sabermos que somos vazio e que tudo o resto são jogos sociais e fantasias que fomos criando para viver no mundo da aceitação social? Penso que vale a pena pensar sobre isto!

Psicólogo fala sobre Comportamento Humano

O psicólogo e escritor campinense Rossandro Klinjey concedeu uma entrevista ao programa “Ideia Livre” da TV Itararé – CG Cultura sobre várias temáticas do comportamento no cotidiano atual como inveja, corrupção, mentira, educação de pais, resiliência,  felicidade, redes sociais, etc.

A entrevista foi ao ar em abril de 2016, mas aproveitando  este mês de comemoração do Projeto Janeiro Branco achamos oportuno trazer estas discussões para refletirmos mais sobre nossa condição humana existencial.

O segundo bloco da entrevista você pode assistir AQUI.

#EuSouJaneiroBranco         #QuemCuidaDaMenteCuidaDaVida