Saúde Mental no Trabalho

A Federação Mundial de Saúde Mental (WFMH) é uma organização internacional fundada em 1948 que visa a prevenção dos transtornos mentais e emocionais, com tratamentos adequados e cuidados psicossociais com quem padece de tais distúrbios, e bem como busca promover a saúde mental no mundo. A instituição  estabeleceu o Dia Mundial da Saúde Mental em 10 de outubro de 1992. Portanto, neste ano, estamos comemorando  o 25º aniversário da Campanha que visa conscientizar e chamar a atenção da população para a importância da saúde mental no nosso cotidiano. O tema este ano proposto pela WFMH é “Saúde Mental no Local de Trabalho“.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade. A saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais. Segundo a OMS, as situações de competição são as principais causas de estresse associado ao trabalho. Estatísticas apontam que uma a cada cinco pessoas no trabalho podem sofrer de algum problema de saúde mental. Esses problemas vão impactar diretamente no ambiente de trabalho, causando perda de produtividade e faltas ao trabalho, entre outros.

A organização do trabalho, a submissão a chefias autoritárias, a falta de comunicação entre as pessoas, o aumento no ritmo de trabalho e a exigência crescente de produtividade também são fatores que podem afetar a saúde dos trabalhadores. O assédio moral, quando um superior ou um colega de trabalho submete o trabalhador a constrangimentos ou humilhações de forma repetida e prolongada, também pode causar danos mentais.

Os empregados devem ser orientados a reconhecer sinais de depressão entre os colegas, como a tristeza excessiva, a falta de esperança, a perda de interesse em atividades que antes traziam prazer e as modificações de apetite e hábitos de sono. Também é recomendado que o colaborador busque ajuda quando necessário e apoie quem esteja precisando de ajuda, converse com seu empregador sobre suas necessidades emocionais e pratique o autocuidado e a capacidade de se adaptar a novas situações.

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Armando a Barraca

O CAPS juntamente com o PASCAR  da UFCG – Campus de Sumé colocaram uma barraca na Praça Adolfo Mayer na última sexta-feira (18/08) para vender as mudas cultivadas e produzidas na Oficina de Floricultura.

A barraca teve o intuito, também, de divulgar o trabalho dos serviços envolvidos e desconstruir o preconceito com as pessoas que tem transtorno mental grave e persistente.

Este foi um momento ímpar e estamos muito felizes e gratos ao PASCAR e estudantes que abraçaram este trabalho com amor e dedicação. Agradecemos, também, a professora Adriana que está a frente deste trabalho e que, através da universidade, cedeu a estrutura para este primeiro evento.

Conforme o planejamento das atividades desta oficina, iremos colocar esta barraca em praça pública, todos os meses. Para ver mais fotos, acesse nossa página do FACEBOOK e seja sociável.

Alfabetização

O CAPS Estação Novos Rumos iniciou, neste mês de agosto, o Projeto de Alfabetização dos usuários em parceria com a Coordenação Pedagógica da Secretaria de Educação do município de Sumé. Este projeto inovador é um sonho antigo da coordenação do CAPS que está sendo concretizado neste semestre graças a esta parceria significativa e de suma importância para todos.

A oficina de alfabetização  começou hoje com as pedagogas da Secretaria de Educação que proporcionaram um momento muito bacana e fizeram um diagnóstico para planejarmos as atividades da oficina. Os usuários ficaram muito felizes por estarem tendo esta oportunidade única e especial, pois  todos são pessoas carentes e com limitações severas e persistentes. E todos nós, estamos imensamente gratos pela disponibilidade e compromisso com a causa por parte da Coordenação Pedagógica e equipe.

Iniciamos esta oficina justamente no mês em que estamos discutindo no CAPS a temática “Direitos Humanos e Saúde Mental”. Desta forma, entendemos que é inadmissível numa civilização da escrita e de garantias de direitos ainda existirem pessoas que não sabem sequer assinar o seu próprio nome.

Dependência, Vício e Conexão

 

Este vídeo do canal Kurzgesagt é uma adaptação do livro  “Em busca do grito: os primeiros e últimos dias da guerra contras as drogas” de Johann Hari. Publicado em janeiro de 2015, o livro foi um best-seller do New York Times e  problematiza uma questão bastante interessante sobre a dependência das drogas e os vícios das pessoas, em geral.

De acordo com o vídeo, quando ficamos desconectados de amigos e familiares, isolados ou mesmo sentindo tédio, nos tornamos viciados em alguma coisa como  drogas, smartphones, videogames, trabalho, etc  com o intuito de suprir uma necessidade ou um vazio existencial.

Na verdade, a adicção com drogas ou sem drogas é uma das  consequência de uma sociedade sem perspectiva e sem uma razão para viver. Uma sociedade que privilegia as aparências, o apego ao consumismo e aos bens materiais, se desconectando do outro e da natureza, busca na dependência das drogas e nos vícios cotidianos um equilíbrio e  uma fuga para o seu mal estar.

Como diz o autor, “o oposto do vício não é a sobriedade. O oposto do vício é a conexão.”  Conexão tête-à-tête com o outro enquanto ser que tem valores e sentimentos.  Conexão é está junto de corpo e alma… É desejar se encontrar sempre, passear e estar próximos… Significa curtir momentos juntos. É conversar, discutir e se entender. É troca simultânea de carinhos… Enfim, significa calor humano.

OBS.: Ao assistir o vídeo, colocar legendas em português na opção settings (configurações) e subtitles (legendas).

Os Segredos de Sumé

 

A palavra Sumé, nome da nossa cidade que também já foi chamada São Tomé remete-se a uma história mística relativa a um personagem misterioso interessante. Segundo a lenda, este personagem está relacionado a uma entidade espiritual que apareceu no Brasil antes da colonização.  A música “Os Segredos de Sumé”  de Zé Ramalho refere-se a esta antiga entidade da mitologia dos povos tupis do Brasil cuja descrição variava de tribo para tribo. Tal entidade teria estado entre os índios antes da chegada dos portugueses e ter-lhes-ia transmitido uma série de conhecimentos, como a agricultura, o fogo e a organização social.

O padre Manuel da Nóbrega descreveu nas  Cartas do Brasil, por volta de 1549,  algumas lendas dos índios brasileiros sobre esta entidade espiritual denominada Sumé. Tal divindade teria aparecido de forma misteriosa e se tratava de um homem branco, que andava ou flutuava no ar e possuía longos cabelos e barbas brancas.

Segundo relatos, Sumé começou por ensinar ao povo da selva a arte da agricultura e depois habilidades como a de transformar mandioca em farinha e alguns espinhos em anzol, além de regras morais. Curava feridas e diversos males sem cobrar nada em troca. Tanta gentileza e tamanho poder  despertou sobre si o ódio e inveja dos pajés, culminando com emboscadas para Sumé numa certa manhã. Os documentos históricos contam que as flechas atiradas para  assassiná-lo, misteriosamente retornaram e feriram de morte os arqueiros atiradores. Os índios também ficaram então espantados com a facilidade como tal forasteiro extraía as flechas do seu corpo e  ainda  não escorrer sangue algum dos ferimentos. Na verdade, existem vários relatos de poderes transcendentais relacionados a Sumé. Segundo os jesuítas, quando este ser divino foi embora, deixou uma série de rastros gravados em pedras em alguns lugares do interior do Brasil.

Os colonizadores católicos criaram o mito de que Sumé era, de fato, o apóstolo cristão São Tomé, que, segundo a lenda, teria viajado para a Índia para pregar o cristianismo.  Entretanto, encontram-se características relativamente parecidas a São Tomé na divindade de Viracocha, entidade cultuada por povos incas exatamente onde termina a trilha de Peabiru. Tal mito existe em parte da América do Sul (Brasil, Peru e Paraguai) e foi difundido principalmente por missionários.

Sumé é citado quase sempre em relação a antigas marcas em pedras, freqüentemente petroglifos intencionalmente criados por culturas pré-históricas, desde “pegadas” quanto pinturas diversas interpretadas como “letras”. Em alguns casos, podem ser simples marcas naturais que por acaso assemelham-se a pegadas humanas.

Tais marcas eram muito mais disseminadas quando por aqui chegaram os jesuítas, mas o costume dos colonos de raspar as lajes para guardar seus fragmentos como amuletos ou talismãs destruiu muitas delas e o progresso acelerou a destruição de outras.

Atualmente, podemos encontrar estes petroglifos no Piauí em Domingos Mourão, Inhuma, Piripiri, Pimenteiras; em São Gabriel da Cachoeira (Amazonas); em  São Tomé das Letras (Minas); em Ingá (Paraíba); em  Altinho (Pernambuco); em Carolina (Maranhão), entre outras.

Os nativos, na época, atribuíam tais marcas ao misterioso estrangeiro a quem chamavam de Sumé, que um dia esteve entre eles em missão civilizadora. Por semelhança fonética, os jesuítas o identificaram a São Tomé, tido como o “Apóstolo das Índias”, concluindo que a palavra de Jesus já fora ouvida nesta terra em tempos passados.

Em alguns lugares do Brasil, como em São Gabriel da Cachoeira, no rio Negro (Amazonas), os moradores, ainda hoje, depositam velas e fazem preces em torno de uma forma de pegada feita em uma rocha. Uns a atribuem a um anjo, outros a São Tomé, ou Pai Sumé. Nas costas da Bahia, por exemplo, gente simples do povo, também se diverte  percorrendo as escarpas marinhas, onde se supõe terem ficado os indícios da fuga de Sumé.  O interessante é que petróglifos no mesmo estilo são encontrados na Bolívia e Peru…

Leia mais sobre  os Segredos de Sumé no artigo; “Sumé, o maior herói dos indígenas brasileiros” que sugere a leitura do livro de Marco Moretti.

Feliz Aniversário

Hoje, comemoramos  uma data importante para os pacientes do CAPS: os aniversariantes do mês de julho.

Romário e Josefa

Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade – Carlos Drummond de Andrade

Viveiro de Mudas

Pacientes e equipe técnica do CAPS  juntamente com as monitoras  do PASCAR (Programa de Ações Sustentáveis  para o Cariri) da UFCG – Campus de Sumé voltando as atividades no Viveiro de Mudas.

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